O marketing de afiliados é um modelo comercial legítimo. No WordPress, o problema raramente é o modelo, é a implementação. Plugins de cloaking a injetar CSS e JS em todas as páginas, rel em falta, redirecionamentos em JavaScript e canonicals a apontar para URLs de rede de afiliados são os problemas que este guia trata.
Este guia cobre a camada técnica: rel="sponsored", cloaking de URL sem bloat, redirecionamentos (servidor vs JS), Core Web Vitals, higiene de canonical e divulgação. Não é um tutorial de “como ganhar comissões”. É a checklist que um programador WordPress aplica antes de publicar um post de review com dez links de parceiro.
Como as páginas de afiliados afetam o rastreio e a indexação
Os motores de busca tratam conteúdo de afiliados como HTML comum até que os sinais digam o contrário. Os problemas de rastreio e indexação vêm normalmente da arquitetura, não do modelo de comissões em si.
Páginas de destino finas ou quase duplicadas. Uma rede de URLs /melhor-x-alojamento/, /melhor-x-vpn/ e /melhor-x-tema/ com a mesma tabela, os mesmos três parágrafos e apenas nomes de produto trocados cria soft 404 e grupos de duplicados. A Google pode rastreá-las e depois deixá-las no estado de página rastreada mas não indexada do Search Console, ou agrupá-las sob uma página irmã mais forte. Mais vale ter menos URLs com critérios de avaliação próprios, fontes primárias e notas de teste mensuráveis do que um template multiplicado por dezenas de URLs.
Hops de redirecionamento como URLs de pleno direito. Se cada clique de saída passa por /go/produto e esses caminhos devolvem 200 OK com meta refresh ou uma página em branco à espera de JS, os crawlers podem tentar indexar o próprio hop. Mantenha os URLs de hop fora dos sitemaps, devolva um redirect HTTP real (301 ou 302/307) e não ligue para eles a partir da navegação.
Explosão de parâmetros. IDs de rastreamento (aff_id, ref, sid, conjuntos UTM) em páginas de review multiplicam as variantes rastreáveis. Se o mesmo artigo está acessível com e sem query string, escolha um URL canónico e deixe de ligar internamente às variantes.
Orçamento de rastreio em catálogos grandes. Catálogos de afiliados gerados programaticamente (milhares de páginas de produto com botões de compra) competem com os artigos editoriais pela atenção do crawler. Aplique noindex a filtros utilitários, grelhas paginadas finas e arquivos de etiquetas vazios. Mantenha indexáveis apenas as páginas com texto único e um propósito principal estável.
Peso dos links internos. Encher cada parágrafo de âncoras de afiliado dilui o foco temático e aumenta o risco de texto âncora sobreotimizado. Use um conjunto curto de CTAs claramente identificados e mantenha os links de apoio editoriais.
O que a Google considera afiliação fina nas políticas de spam
As políticas de spam da Google têm um ponto próprio sobre afiliação fina (thin affiliation). A definição é estreita: publicar conteúdo com links de afiliados em que «as descrições e as análises dos produtos são copiadas diretamente do comerciante original, sem qualquer conteúdo original ou valor acrescentado» (Google Search Central, políticas de spam, tradução própria).
Para um site WordPress, a frase seguinte pesa mais. A Google descreve estes sites como feitos a partir de um molde, com o mesmo conteúdo ou conteúdo semelhante replicado dentro do mesmo site ou em vários domínios ou idiomas. Isto atinge diretamente duas montagens comuns: a importação de um feed de produtos que cola a descrição do fabricante em centenas de artigos, e a rede multilingue em que cada versão é a mesma tabela traduzida.
A mesma secção diz também que nem todos os sites num programa de afiliados são afiliação fina. Como exemplos de valor acrescentado, a Google enumera informação adicional sobre preço, análises originais de produtos, testes e classificações rigorosos, navegação por produtos ou categorias e comparações de produtos. Esta lista converte-se em critérios técnicos de publicação:
- A descrição do feed não é o corpo do artigo. Pode preencher campos de dados (nome, preço, EAN), mas o texto que o leitor vê é escrito pela redação.
- O template de comparação tem campos para medições próprias e notas de teste. Se um campo estiver vazio, o artigo não é publicado, em vez de sair com uma célula vazia ou texto provisório.
- As versões de cada idioma recebem informação local (disponibilidade, moeda, vendedores nesse mercado), não apenas um parágrafo traduzido.
- As páginas de navegação (categorias, filtros) ficam indexáveis quando ajudam realmente a escolher. Arquivos vazios ou com um só elemento ficam fora do índice, como descrito acima.
Como a política de reputação do site se aplica a conteúdo de afiliados
A segunda política que toca os afiliados é a política de reputação do site (site reputation abuse). Aplica-se quando conteúdo de terceiros é publicado num site anfitrião sobretudo por causa dos sinais de classificação que esse anfitrião conquistou com o seu próprio conteúdo (Google Search Central, políticas de spam). Entre os exemplos de violação, a Google aponta um site educativo que aloja análises patrocinadas de crédito rápido escritas por terceiros e um site médico com uma página publicitária de «melhores casinos» sem integração no resto do site.
Para um editor em WordPress, a fronteira fica assim:
- Os links de afiliados, por si só, não são o problema. A lista de práticas que não contrariam a política inclui expressamente usar links de afiliados ao longo de uma página, desde que tratados de forma adequada, e incorporar unidades de anúncios de terceiros.
- O problema é uma secção do site (por exemplo
/cupoes/ou/analises/) gerida por uma empresa externa sem envolvimento da redação. A Google avalia se o conteúdo é criado com contributo, supervisão editorial ou participação suficientes do site anfitrião para ser considerado totalmente integrado. - Se o site aceita conteúdo de parceiros, o WordPress permite impor o processo: uma função própria para autores externos sem permissão de publicação, aprovação de um editor antes de publicar e autor visível em cada artigo.
Como usar o padrão rel=“sponsored” em afiliados
Desde setembro de 2019 (blogue da Google Search Central) a Google Search Central documenta que links pagos, de patrocínio e de afiliados devem ser qualificados. O atributo certo é rel="sponsored". rel="nofollow" continua a ser aceite como fallback, mas deixa de ser o sinal específico para relações comerciais.
A documentação de outbound links deixa isto explícito: se o destino é pago ou afiliado, marque-o. Misturar nofollow e sponsored no mesmo rel é permitido; o crawler lê o conjunto. Uma falha típica é o oposto: links limpos, sem qualquer qualificação, gerados por um shortcode de plugin que só injeta target="_blank".
<!-- Mau: sem qualificação -->
<a href="https://rede-afiliados.exemplo/r?u=123">Ver oferta</a>
<!-- Aceitável como fallback -->
<a href="https://rede-afiliados.exemplo/r?u=123" rel="nofollow">Ver oferta</a>
<!-- Padrão recomendado em 2026 -->
<a href="https://rede-afiliados.exemplo/r?u=123"
rel="sponsored noopener noreferrer"
target="_blank">Ver oferta</a>noopener e noreferrer não são SEO. São higiene de segurança quando abre o destino noutro separador (target="_blank"). Sem noopener, a página de destino pode aceder a window.opener. Sem noreferrer, o cabeçalho Referer pode vazar o seu URL completo para a rede de afiliados, por vezes desejável para atribuição, por vezes não. Decida de forma consciente; não copie o atributo por hábito.
Onde o rel=“sponsored” costuma faltar
Três sítios frequentes:
- Editores de blocos e shortcodes: o bloco de botão do tema ou um shortcode antigo gera
<a>sem filtro. Audite o HTML renderizado, não o Gutenberg. - Tabelas de comparação: HTML colado à mão nos posts. Um único
relem falta numa tabela com oito CTAs basta para inconsistência. - Widgets e footers: banners de parceiro no
footer.phpou num widget de HTML personalizado. O corpo do artigo pode estar correto e o rodapé a enviar links limpos.
Filtro mínimo em PHP para forçar o atributo em URLs conhecidos de redes:
add_filter('the_content', function (string $content): string {
$networks = ['rede-afiliados.exemplo', 'parceiro.exemplo'];
foreach ($networks as $host) {
$content = preg_replace_callback(
'#<a\s([^>]*href=["\'][^"\']*' . preg_quote($host, '#') . '[^"\']*["\'][^>]*)>#i',
static function (array $m): string {
$tag = $m[1];
if (stripos($tag, 'rel=') === false) {
return '<a ' . $tag . ' rel="sponsored noopener noreferrer">';
}
if (stripos($tag, 'sponsored') === false) {
$tag = preg_replace(
'/rel=(["\'])([^"\']*)\1/i',
'rel=$1$2 sponsored$1',
$tag,
1
);
}
return '<a ' . $tag . '>';
},
$content
);
}
return $content;
}, 20);Isto não substitui revisão editorial. É uma rede de segurança para hosts que já controla.
Qual a diferença entre cloaking de URL e cloaking de conteúdo
“Cloaking” no jargão de afiliados costuma significar só isto: transformar https://rede-afiliados.exemplo/r?u=123&b=456 em https://oseusite.pt/go/hosting. É cloaking de URL: um atalho próprio que redireciona para o destino real.
A Google Search Central, nas spam policies, descreve outro cloaking: mostrar conteúdo diferente ao utilizador e ao Googlebot. Isso é spam. Confundir os dois termos é o erro que leva a implementações perigosas (servir HTML limpo ao bot e página cheia de afiliados ao browser).
Regras práticas:
- Permitido e útil:
/go/produtocom redirect 301/302 para o URL de afiliado, com o mesmo destino para todos os user-agents. - Proibido: HTML sem links de afiliado para o Googlebot e HTML com links para humanos; ou
User-Agenta decidir o destino do redirect. - Cinzento arriscado: páginas de “hop” com pouco texto e um único botão “continuar”. Se a hop page for indexável e thin, o problema deixa de ser o redirect e passa a ser qualidade de página.
Quando se justifica um plugin de cloaking
ThirstyAffiliates, Pretty Links e similares resolvem gestão de links no admin. O custo típico: CSS/JS global, queries extra, e por vezes endpoints REST desnecessários em cada request.
Se a sua lista de links cabe numa dezena ou duas, redirecionamentos nativos batem qualquer plugin em latência: o PHP do WordPress nem arranca.
Nginx:
location = /go/hosting {
return 302 https://exemplo-rede.pt/click?id=SEU_ID;
}Apache (.htaccess):
Redirect 302 /go/hosting https://exemplo-rede.pt/click?id=SEU_IDWordPress via CPT leve (sem assets no frontend):
add_action('init', function (): void {
register_post_type('affiliate_link', [
'public' => true,
'publicly_queryable' => true,
'has_archive' => false,
'rewrite' => ['slug' => 'go', 'with_front' => false],
'show_in_rest' => false,
'supports' => ['title'],
'label' => 'Links afiliados',
]);
});
add_action('template_redirect', function (): void {
if (!is_singular('affiliate_link')) {
return;
}
$url = get_post_meta(get_the_ID(), 'destination_url', true);
if (!is_string($url) || $url === '') {
status_header(404);
exit;
}
// 302 por omissão: pode mudar o destino sem lutar com a cache de 301.
wp_redirect(esc_url_raw($url), 302);
exit;
});Zero CSS. Zero JS. O crawler e o browser veem o mesmo destino.
Escolha 301 quando o mapeamento for permanente (marca consolidada, URL de rede estável). Escolha 302/307 quando for trocar de programa com frequência: browsers e proxies cacheiam 301 com agressividade.
Porque evitar redirecionamentos em JavaScript em afiliados
Uma variante popular em “landing pages de oferta” é:
<script>
setTimeout(function () {
window.location.href = 'https://rede-afiliados.exemplo/click?id=1';
}, 800);
</script>Ou um botão que só navega depois de um evento click gerado por um handler opaco. Do ponto de vista de SEO técnico isto falha em vários eixos:
- Rastreio: o Googlebot executa JS, mas redirects baseados em timers, gestos ou condições frágeis são menos fiáveis do que um
LocationHTTP. A documentação de crawling/indexing trata redirects HTTP como o mecanismo claro. - Atribuição: ferramentas de analytics e pixels de conversão perdem o referrer ou o timing do hop.
- Acessibilidade: utilizadores com JS desativado, leitores de ecrã ou bloqueadores ficam sem caminho.
- Spam policies: se o JS servir para esconder o destino real ao crawler e revelá-lo só no browser, está no território de cloaking de conteúdo.
Padrão seguro: o <a href="https://exemplo.pt/go/produto"> (ou caminho relativo correspondente) aponta para o seu redirect HTTP. O JS, se existir, só reforça UX (scroll, modal de divulgação), nunca substitui o href.
Teste rápido: abra /go/produto com curl -I e confirme HTTP/1.1 302 e o cabeçalho Location. Se o curl devolver 200 com um HTML que “só redireciona no browser”, corrija.
Como os sites de afiliados afetam as Core Web Vitals
A page experience da Google Search Central inclui Core Web Vitals (LCP, INP, CLS) como sinais de experiência. Sites de afiliados costumam falhar aqui por razões previsíveis:
- LCP: hero com imagem enorme + script do plugin de cloaking + pixel de cada rede no
<head>. - INP: handlers de click em CTAs que passam por três camadas de JS antes do navigate.
- CLS: banners de afiliado injectados tarde, sticky bars de “oferta a expirar”, embeds de comparadores.
Checklist mínima para stacks de afiliados:
- Carregue pixels e tags de rede só nas rotas onde há conversão a medir (thank-you / outbound hop), não no arquivo do blog.
- Prefira redirect nativo a shortcode que imprime botão com CSS próprio.
- Reserve
loading="lazy"para imagens abaixo da dobra; o LCP candidate não pode ser lazy. - Evite iframes de “widget de melhores ofertas” no topo do artigo. São fábricas de CLS.
- Meça com CrUX / Search Console (page experience) e com um perfil móvel real, não só Lighthouse desktop.
Velocidade não “gera rankings” sozinha. Mas num nicho de afiliados onde dezenas de sites comparam o mesmo produto, perder INP e LCP é entregar a sessão ao concorrente que abre a oferta em menos milissegundos.
Como manter higiene de canonical em sites de afiliados
A canonicalização na Search Central responde a uma pergunta: qual URL é a versão principal deste conteúdo? Em sites de afiliados a higiene parte-se em padrões repetidos.
Canonical a apontar para o destino de afiliado
Alguns plugins SEO ou temas mal configurados leem o primeiro outbound e escrevem:
<link rel="canonical" href="https://rede-afiliados.exemplo/click?id=99" />Isso diz ao Google que a página “canónica” é a hop da rede, não o seu artigo. Corrija para o permalink do post.
Parâmetros UTM e IDs de clique na canónica
URLs partilhados com ?utm_source=newsletter&ref=partner não devem tornar-se canónicos. A canónica é o URL limpo do artigo. Os parâmetros ficam na barra do browser e no analytics; o <link rel="canonical"> ignora-os.
Paginação e variantes de “melhor X 2026”
Se publica /melhor-vpn/ e /melhor-vpn-2026/ com texto quase igual e links de afiliado diferentes, escolha uma canónica ou consolida. Canónicas cruzadas entre variantes “ano” sem diferenciação editorial real diluem o sinal.
Páginas /go/ indexáveis
Os endpoints de redirect não devem competir no índice. Opções:
noindex, followna resposta da hop (se devolver HTML por erro).- Preferível: redirect imediato sem corpo indexável + exclusão no
robots.txtsó se tiver a certeza de que não precisa que o bot descubra os links internos para/go/(na prática, deixe o bot seguir o 302 e não gaste crawl budget em listagens de CPT).
Verifique no HTML do artigo:
<link rel="canonical" href="https://wppoland.com/pt-pt/guia-tecnico-seo-afiliados/" />O valor deve ser o seu domínio e o slug do conteúdo, nunca a rede de afiliados.
Como cumprir divulgação e conformidade em SEO de afiliados
A camada SEO (rel="sponsored") não substitui a divulgação ao leitor. Em Portugal e na UE, práticas comerciais desleais e regras de publicidade exigem clareza quando há remuneração. Nos EUA, a FTC tem orientação própria para endorsements: nas respostas sobre os Endorsement Guides diz que a divulgação tem de ser clara e visível, que o leitor pode não ver uma nota no fundo da página e que um botão «Disclosure» com link para outra página não basta (FTC, Endorsement Guides: What People Are Asking). Se o tráfego for internacional, trate a divulgação como requisito de produto, não como parágrafo jurídico opcional.
Regras de implementação que funcionam em WordPress:
- Visível antes do primeiro link: o disclaimer no fundo do artigo, depois de oito CTAs, falha o teste de “antes da recomendação”.
- Mesmo idioma do artigo: um disclaimer em inglês num post em português europeu é ruído.
- Reutilizável: bloco reutilizável do Gutenberg ou shortcode, para não haver posts “esquecidos”.
add_shortcode('divulgacao_afiliados', function (): string {
return '<aside class="affiliate-disclosure" role="note">'
. '<p>Este artigo contém links de afiliados. Se comprar através '
. 'deles, podemos receber uma comissão, sem custo extra para si. '
. 'Isso não altera os critérios técnicos da análise.</p>'
. '</aside>';
});No tema ou num padrão de bloco, coloque [divulgacao_afiliados] no topo dos templates de review. Marque tipograficamente os links no corpo (asterisco, nota de rodapé) se a redação o pedir, mas a caixa inicial continua obrigatória.
Não esconda a divulgação em accordion fechado, texto cinza de 10px ou modal que só aparece depois do clique no CTA. Se o objetivo for “cumprir sem mostrar”, está a otimizar para a auditoria errada.
Como o sistema de análises da Google avalia páginas de afiliados
O sistema de análises (reviews system) pretende recompensar análises de alta qualidade. Segundo a documentação, avalia artigos, publicações de blogue, páginas e conteúdo próprio semelhante que recomenda, opina ou analisa um produto ou serviço: análises individuais, comparações diretas e listas ordenadas de recomendações (Google Search Central, sistema de análises). Não abrange as avaliações de utilizadores nas páginas de produto.
Duas propriedades do sistema influenciam a arquitetura de um site de afiliados:
- A avaliação é feita sobretudo ao nível da página. Em sites com uma quantidade substancial de conteúdo de análises, o sistema pode avaliar o conteúdo ao nível de todo o site. Muitas listas fracas podem, portanto, pesar sobre as boas análises do mesmo site.
- O sistema é melhorado de forma contínua, e o conteúdo afetado pode recuperar com o tempo se for melhorado. A documentação não indica prazos.
A Google publica também uma lista própria de recomendações para escrever análises de alta qualidade (Google Search Central, escrever análises). Vários pontos passam diretamente para um template de análise em WordPress:
| Recomendação da Google | O que significa no template de análise |
|---|---|
| Provas da sua própria experiência: imagens, áudio, links | Campo para fotografias ou capturas de ecrã próprias, não só imagens do fabricante |
| Medições quantitativas em várias categorias de desempenho | Tabela com resultados de testes e descrição do método |
| O que distingue o produto da concorrência | Secção de comparação com alternativas |
| Vantagens e desvantagens com base em investigação própria | Campos separados para prós e contras, que também alimentam os dados estruturados |
| Links para vários vendedores | Bloco de compra com mais de um link de loja, cada um com rel="sponsored" |
| Explicar porque algo é «o melhor», com provas em primeira mão | Campo obrigatório «porquê este produto» em cada posição da lista |
| As listas ordenadas devem valer por si | Cada item da lista tem descrição própria, não apenas um link para uma análise separada |
A recomendação de vários vendedores tem uma consequência técnica: em vez de um botão para uma rede, o template precisa de um campo repetível com uma lista de lojas. Em WordPress basta um campo repetível num bloco ou um post meta com um array de URLs, apresentado como links normais com o rel correto.
Como marcar uma análise de afiliados com dados estruturados Product e Review
Uma página de afiliados não vende o produto, por isso não se qualifica para as listagens de comerciante (merchant listings). A documentação da Google separa os dois casos: os fragmentos de produto (product snippets) destinam-se a páginas onde não é possível comprar o produto diretamente, e as listagens de comerciante a páginas onde o cliente compra diretamente a si (Google Search Central, dados estruturados de produto). Uma análise com link para uma loja parceira é o primeiro caso.
O mínimo para um fragmento de produto é curto: name e uma das propriedades review, aggregateRating ou offers (Google Search Central, fragmento de produto). Numa página de análise, a escolha natural é um Review aninhado com reviewRating. O nome do autor da análise tem de ser um nome válido de Person ou Team.
Os prós e contras marcam-se com positiveNotes e negativeNotes, cada um como ItemList com elementos ListItem. A documentação impõe três condições:
- a apresentação de prós e contras aplica-se apenas a páginas editoriais de análise de produtos, não a páginas de produto de comerciantes nem a avaliações de clientes,
- são necessárias pelo menos duas afirmações sobre o produto, em qualquer combinação de prós e contras,
- a funcionalidade está disponível num conjunto de idiomas que inclui o português, o inglês, o espanhol, o alemão e o polaco. A Google pode também extrair prós e contras do conteúdo por conta própria.
{
"@context": "https://schema.org",
"@type": "Product",
"name": "Router Atlântica AX3000",
"review": {
"@type": "Review",
"author": { "@type": "Person", "name": "Inês Carvalhal" },
"reviewRating": { "@type": "Rating", "ratingValue": 4, "bestRating": 5 },
"positiveNotes": {
"@type": "ItemList",
"itemListElement": [
{ "@type": "ListItem", "position": 1, "name": "Cobertura estável em dois pisos" }
]
},
"negativeNotes": {
"@type": "ItemList",
"itemListElement": [
{ "@type": "ListItem", "position": 1, "name": "Sem porta 2,5 GbE" }
]
}
}
}As regras dos fragmentos de avaliação (review snippet) acrescentam restrições especialmente relevantes para sites de afiliados (Google Search Central, fragmento de avaliação):
- A análise tem de ser sobre um produto específico, não sobre uma categoria ou uma lista. Uma lista de «10 routers para apartamento» não recebe uma classificação única para toda a lista.
- Não agregue avaliações ou classificações de outros sites. As estrelas copiadas da ficha do produto na loja parceira não podem entrar no
aggregateRatingda sua página. - O conteúdo da análise tem de estar facilmente disponível para os utilizadores na página marcada, e um
aggregateRatingtem de estar visível nela. - Não marque avaliações falsas nem avaliações incentivadas não divulgadas.
- Páginas com marcação
LocalBusinessouOrganizationem que a entidade controla as avaliações sobre si própria não recebem estrelas. Isso abrange, por exemplo, uma classificação do próprio site colocada na sua página «sobre nós».
As violações podem levar a uma ação manual e, depois de corrigidas, o site pode pedir uma reconsideração. Em WordPress, o mais simples é gerar o JSON-LD a partir dos mesmos campos que apresentam a análise visível (classificação, prós, contras). Assim os dados estruturados não divergem do conteúdo quando um editor altera a nota.
Que checklist de auditoria usar antes de publicar
Antes de um post de afiliados sair do draft:
- Ver código-fonte: todos os outbounds comerciais têm
relcomsponsored. curl -Iem cada/go/...usado no texto: status 3xx,Locationcorreto, mesmo destino para um UA de browser e um UA de bot.- Nenhum redirect crítico depende só de JavaScript.
- Canonical do artigo = permalink limpo no seu domínio.
- Lighthouse / campo CrUX: não introduziu um novo script global só para gerir links.
- Divulgação visível acima do primeiro CTA.
- CPT ou mapa de redirects documentado (folha interna) para o próximo programador não instalar um plugin “temporário”.
- A análise tem medições, fotografias próprias e mais de um vendedor; a descrição do feed não é o corpo do artigo.
- O JSON-LD
ProductcomReviewaninhado é gerado a partir dos mesmos campos da análise visível e não contém classificações copiadas de outros sites.
Que erros de SEO afiliado evitar em 2026
- Misturar
sponsoredsó na homepage e deixar arquivos de categoria com links limpos gerados por excertos. - 301 para um deep link de campanha que muda todas as semanas, gerando cadeias e destinos 404 na rede.
- Canonical self-reference em HTTPS misturado com
hreflanga apontar HTTP: problema geral de indexação que em sites de afiliados se nota mais porque há mais variantes de URL. - Medir sucesso só por cliques: sem UTM consistentes (
utm_medium=affiliate) no destino final, o SEO técnico fica correto e o reporting comercial continua cego. - Confiar no “modo de conformidade” de um plugin sem abrir o HTML. Audite o output.
Qual é o resumo operativo de SEO para afiliados
- Qualifique outbounds comerciais com
rel="sponsored"(enoopener noreferrerquando usatarget="_blank"). - Use cloaking de URL via redirect HTTP; evite cloaking de conteúdo e JS redirects como mecanismo principal.
- Mantenha a stack leve: cada KB de plugin de links compete com LCP e INP na page experience.
- Canonical = o seu artigo; nunca a rede de afiliados nem a URL com UTM.
- Divulgação clara, no idioma do conteúdo, antes do primeiro link pago.
Uma stack de afiliados estável depende mais de redirects bem feitos e de HTML limpo do que do plugin da moda. Se quiser montar a sua sem arrastar peso para o frontend, veja o que fazemos em desenvolvimento WordPress orientado a desempenho.







