WordPress Agent e MCP na WordPress.com: o que muda em outubro de 2026 e onde estão os limites

WordPress Agent e MCP na WordPress.com: o que muda em outubro de 2026 e onde estão os limites

Atualizado: 5 de novembro de 2026
21 min de leitura
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Em outubro de 2026 a WordPress.com mudou duas coisas fáceis de confundir. A 15 de outubro atualizou o WordPress Agent, o assistente integrado no painel que cria o site e o edita a partir do chat. No dia seguinte atualizou o anúncio de março sobre as funções de escrita do seu servidor MCP, através do qual um assistente de IA externo, por exemplo o Claude ou o Cursor, pode criar e alterar conteúdos no site. O primeiro é um produto para o dono do site. O segundo é uma porta de entrada para as ferramentas que um programador ou uma redação usam.

Este texto descreve o que cada um faz segundo a documentação da WordPress.com, que salvaguardas têm as gravações feitas pela IA, em que difere isto da Abilities API num WordPress em alojamento próprio e onde termina o alcance das duas ferramentas.

#O que há de novo no WordPress Agent depois da atualização de 15 de outubro de 2026?

As alterações foram descritas por Ronnie Burt num artigo no blogue da WordPress.com. A mais importante diz respeito ao tempo:

«Gerar um site demora agora menos de metade do tempo anterior. A maioria dos sites fica pronta em menos de quatro minutos.»

Fonte: WordPress.com, 15 de outubro de 2026, tradução própria

A segunda alteração diz respeito ao tema. O Agent pergunta o que está a construir e que objetivos tem, e depois desenha um tema próprio com base nas respostas, em vez de aplicar um modelo pronto do catálogo. A WordPress.com sublinha que os conteúdos podem ser exportados e que o tema é construído para WordPress, por isso o site não fica preso a uma única ferramenta.

As restantes novidades do mesmo artigo:

  • AI Editor, um editor simplificado com dois separadores: Preview mostra o site tal como o visitante o vê, e Edit permite alterar o texto diretamente na página.
  • Modo de anotações (Annotate), em que se marcam vários pontos da página e se enviam todas as observações ao Agent de uma só vez.
  • Instalar, ativar e atualizar plugins com um pedido no chat.
  • Diretrizes do site, que o Agent cria durante a construção e recorda nas conversas seguintes.
  • Conversa com o Agent em mensagens diretas no Slack, depois de ligar a conta nas definições.

O Agent funciona em qualquer plano pago da WordPress.com. Num site já existente é preciso ativá-lo primeiro, seguindo as instruções da ajuda.

#Como ativar o AI Editor num site WordPress.com já existente?

Se o site foi criado pelo WordPress Agent, o AI Editor está ativo desde o início. Num site criado antes, as instruções da ajuda da WordPress.com (verificadas a 14 de outubro de 2026) indicam três condições:

  1. O site usa um tema de blocos. Com um tema clássico, a opção AI Editor nem sequer aparece no menu.
  2. O WordPress Agent está ativo para esse site.
  3. Em Settings > Writing, na secção AI Features, está assinalada a opção «Enable AI-powered site building experience».

Cumpridas as condições, o editor abre-se a partir do menu Appearance > AI Editor. O editor completo do site continua disponível em Appearance > Editor, portanto o AI Editor não o substitui.

Em muitos sites mais antigos, a primeira condição decide tudo. Um site com tema clássico, widgets e menus em PHP tem primeiro de passar para um tema de blocos, o que implica levar o cabeçalho, o rodapé e os modelos para o editor do site. Num site com modelos de página próprios e tipos de conteúdo personalizados, isto é um projeto à parte, que convém preparar numa cópia de teste do site.

Segundo a ajuda, as anotações funcionam assim: o botão com um balão e um sinal de mais, ao lado de Preview e Edit, ativa o modo; clicar num excerto da página abre o campo «Add a comment…»; cada observação recebe um número; e o botão Send mostra quantas observações foram reunidas. O Agent aplica todas as alterações, mas nada fica gravado enquanto não clicar em Save. Este último passo conta, porque dá um momento para rever as alterações antes de as gravar.

#O WordPress Agent pode instalar plugins sozinho?

Pode. Segundo o artigo de 15 de outubro, basta escrever o que precisa, por exemplo um formulário de contacto, melhor SEO ou pagamentos. O Agent recomenda plugins adequados ao objetivo e depois instala-os e ativa-os no chat. A pedido, atualiza também os plugins que já estão no site.

A comodidade tem um preço que conhece quem mantém sites WordPress. Cada plugin é código adicional que é preciso atualizar, que pode entrar em conflito com o tema ou com outro plugin e que alarga a superfície de ataque. O Agent escolhe o plugin com base na descrição da necessidade. Não conhece os planos de evolução do site, não sabe que daqui a meio ano vai surgir uma versão em inglês e não compara o custo das licenças ao longo de vários anos.

A documentação das ferramentas MCP mostra como estas operações funcionam do ponto de vista técnico. A pesquisa percorre o diretório do WordPress.org e o catálogo comercial da WordPress.com. Um plugin pago só é instalado se o site tiver uma compra ativa. Sem ela, a operação devolve um aviso de que é necessário comprar. O Jetpack e o Akismet estão incluídos na WordPress.com e não podem ser desativados. Instalar plugins exige um plano que os inclua.

A boa prática é simples. Defina à partida uma lista de plugins autorizados no site e verifique no registo de atividade o que o Agent instalou. O registo tem um filtro para eventos relacionados com plugins, por isso uma revisão semanal leva poucos minutos.

#O que o WordPress Agent recorda entre conversas?

Durante a construção do site, o Agent cria diretrizes: o objetivo do site, o público, o tom e o estilo de escrita, o estilo das imagens e mais algumas definições. A partir daí, cada conversa começa com esse conhecimento, e não é preciso explicar de cada vez o que a empresa faz.

As diretrizes ficam em Settings > Guidelines. Podem ser editadas quando a marca muda e exportadas para usar noutro lado. O Agent recorre a elas ao criar conteúdos e imagens, quer a conversa decorra no painel da WordPress.com, no Telegram, por e-mail ou no Slack.

Para uma empresa, as diretrizes valem tanto quanto os dados que o Agent recebeu no início. Se a primeira conversa foi superficial, cada texto seguinte herda as suas lacunas. Convém ler as diretrizes geradas logo depois de o site ficar construído e corrigi-las à mão, antes de o Agent começar a escrever os primeiros artigos do blogue.

#O que é o MCP na WordPress.com e o que um assistente de IA pode gravar no site?

O MCP (Model Context Protocol) é um protocolo aberto através do qual um assistente de IA descobre as ferramentas disponíveis e as utiliza. A WordPress.com lançou o servidor MCP em outubro de 2025 com acesso apenas de leitura: conteúdos, estatísticas e definições. A 20 de março de 2026, Jonathan Bossenger anunciou as funções de escrita, e a 16 de outubro o artigo foi atualizado.

Em março tratava-se de 19 novas operações de escrita para seis tipos de conteúdo: artigos, páginas, comentários, categorias, etiquetas e multimédia. O assistente pode, entre outras coisas:

  • criar um artigo a partir de um texto ou de uma descrição fornecida,
  • construir ou alterar uma página usando os padrões de blocos do tema,
  • aprovar comentários, responder-lhes ou eliminá-los,
  • criar categorias e etiquetas e alterar a sua estrutura,
  • corrigir o texto alternativo, as legendas e os títulos dos ficheiros na biblioteca multimédia.

Antes de criar conteúdo, o assistente pode ler do tema as cores, os tipos de letra, os espaçamentos e os padrões de blocos, para que a nova página combine com o resto. A documentação recomenda verificar o campo _content_warnings depois de cada gravação, porque o WordPress pode remover parte dos blocos ou do código HTML ao gravar.

Desde março, o catálogo cresceu. A documentação das ferramentas MCP de 13 de outubro de 2026 já descreve grupos de operações separados para plugins, modelos e partes de modelos, navegação, estilos globais, widgets, utilizadores, cópias de segurança, análise de segurança e registos DNS de domínios. O número 19 descreve, portanto, o estado de março e não o alcance atual. A documentação indica também que o conjunto de ferramentas visível para cada utilizador depende do plano, das permissões e das definições da conta.

A configuração exige quatro passos: ativar o MCP na conta em wordpress.com/me/mcp, assinalar as operações de escrita necessárias, ligar o cliente de IA e começar a trabalhar. As funções de escrita mantêm-se em todos os planos pagos da WordPress.com o ano inteiro. Sites no plano gratuito podem usar a mesma ligação MCP até ao fim de novembro de 2026 (changelog da WordPress.com, 31 de outubro de 2026); depois desse prazo perdem o acesso, salvo se passarem a um plano pago.

Atualização, . O artigo do WordPress.com de 3 de novembro simplifica a ligação: um plugin oficial para ChatGPT e um conector para Claude nos diretórios de cada aplicação, mantendo-se o mesmo servidor para outros clientes compatíveis com MCP. Em cada site escolhe-se o que o agente pode fazer e se pergunta antes de cada alteração ou avança sozinho. Convém começar no modo com pergunta: uma alteração não aprovada num site em produção é mais difícil de reverter do que uma proposta recusada. O prazo mantém-se: o plano gratuito tem acesso até ao fim de novembro de 2026.

#Como a WordPress.com protege as alterações feitas pelo assistente de IA?

O anúncio de março descreve várias camadas de proteção. A mais importante diz o seguinte:

«Antes de criar, alterar ou eliminar o que quer que seja, o assistente de IA descreve exatamente o que vai fazer e pede uma confirmação explícita. Nada acontece sem a sua autorização.»

Fonte: WordPress.com, 20 de março de 2026, tradução própria

A documentação técnica mostra como isto é imposto. Cada operação de escrita tem de incluir o parâmetro user_confirmed: true. O servidor aceita um valor booleano ou uma das cadeias «true», «yes», «on», «1». Formulações livres como «yes do it» são rejeitadas, por isso o assistente tem de converter a autorização humana num dos valores permitidos. Numa eliminação, o assistente tem primeiro de obter e mostrar o elemento que vai desaparecer.

As restantes salvaguardas:

  • Os novos artigos e páginas são criados como rascunhos. A alteração de um artigo publicado fica visível de imediato, e o assistente deve avisar disso.
  • Todas as alterações ficam no registo de atividade do site. A leitura do registo através do MCP devolve, por omissão, os últimos seis meses.
  • Aplicam-se as permissões das funções do WordPress. Um editor cria e edita artigos, mas não altera as definições do site. Um colaborador escreve rascunhos, mas não publica.
  • Cada operação tem um interruptor próprio nas definições do MCP, por isso pode ativar apenas aquilo de que realmente precisa, e só nos sites escolhidos.

O lixo merece uma descrição mais cuidadosa. O anúncio de março diz que artigos, páginas, comentários e multimédia eliminados vão para o lixo durante 30 dias, e que categorias e etiquetas desaparecem de forma definitiva depois de uma confirmação adicional. A documentação atual das ferramentas descreve a multimédia de outra forma:

«Elimina definitivamente um elemento multimédia. A WordPress.com não envia anexos para o lixo, por isso o ficheiro não pode ser recuperado e qualquer conteúdo que o utilize perde a imagem.»

Fonte: documentação das ferramentas MCP da WordPress.com, 13 de outubro de 2026, tradução própria

É mais seguro seguir a versão da documentação: 30 dias no lixo para artigos, páginas e comentários, eliminação definitiva para categorias, etiquetas e ficheiros multimédia. Eliminar uma categoria passa os artigos que lhe estavam atribuídos para a categoria Sem categoria, e alterar o seu nome simplificado no endereço muda de imediato os endereços do arquivo e pode partir ligações. São duas operações que não convém entregar ao assistente sem verificar o efeito no SEO.

#O MCP da WordPress.com funciona com um site em alojamento próprio?

Em parte. A documentação das ferramentas diz claramente que o mesmo catálogo serve os sites alojados na WordPress.com e os sites em alojamento próprio ligados através do Jetpack. A lista de sites do utilizador inclui os dois tipos, e as funções do Jetpack, como as cópias de segurança, a análise de segurança ou a monitorização da disponibilidade, são operações do grupo de ferramentas do site.

O acesso aos conteúdos tem, no entanto, limites. As operações sobre conteúdos abrangem os tipos de conteúdo registados com show_in_rest no espaço padrão wp/v2 da REST API. Os tipos de conteúdo fora dele, bem como os tipos internos do WordPress e do Jetpack, ficam inacessíveis. Se um plugin de loja ou de reservas guardar os dados em tabelas próprias ou num espaço REST próprio, o assistente ligado através do MCP da WordPress.com não os vai ver.

O WordPress Agent e o AI Editor são descritos como funções dos planos pagos da WordPress.com. Num site em alojamento próprio, o assistente de IA fica com aquilo que é possível fazer através do Jetpack e da REST API padrão. Tudo o resto tem de ser construído por si.

Atualização, 24 de outubro de 2026: o WordPress em alojamento próprio está a avançar para o MCP, mas ainda não chegou onde está a WordPress.com. A 21 de outubro, a equipa de IA do WordPress registou a aprovação para tornar o MCP parte da experiência predefinida do WordPress, com o WordPress 7.3 discutido como alvo possível e sem compromisso de versão (resumo semanal da equipa de IA). A lacuna está nas abilities. No benchmark Building with WordPress, de Andy Peatling, o Opus 5.5 no Claude Code e o GPT-6.1-Sol no Codex concluíram 0 de 42 tarefas de proprietários num site em alojamento próprio quando o MCP Adapter era o único acesso, e 33 de 42 com uma palavra-passe de aplicação para a REST API. A WordPress.com entrega as suas 19 operações de escrita prontas a usar; com o MCP Adapter no seu próprio alojamento, alguém tem primeiro de registar as abilities de escrita.

Atualização, : a equipa de IA publicou a proposta WordPress for the Agentic Web com quatro frentes de trabalho. O plugin MCP Adapter deve estabilizar em paralelo com o WordPress 7.2, e a proposta é levar o MCP para o núcleo na 7.3, por fusão direta ou como plugin incluído. Um conjunto base de Abilities para gerir o site deve chegar em parte na 7.2 e de forma mais ampla na 7.3. O OAuth deve permitir autorizar o seu próprio agente com um início de sessão normal: os fluxos são desenhados na 7.2, a implementação no núcleo aponta para a 7.3, e o autor considera as palavras-passe de aplicação pouco adequadas para a maioria dos utilizadores. A quarta frente são protótipos da experiência completa na 7.2. A entrada no núcleo depende da maturidade técnica, da segurança e da revisão habitual. Até lá, um site em alojamento próprio precisa do plugin MCP Adapter e de permissões definidas com cuidado; como o configuro está na página integração MCP e IA.

Atualização, : a 28 de outubro a Google abriu uma pré-visualização da Connected Apps Platform. Um serviço liga-se à Pesquisa Google e à app Gemini através de um servidor MCP alojado na nuvem ou, no Android, através de AppFunctions. A app é registada, testada e submetida na Google Connected Console, e antes da revisão escolhe-se se fica disponível na Pesquisa, no Gemini ou em ambos (blog da Google). A documentação exige OAuth 2.1 para que o utilizador autorize uma vez o Gemini a agir em seu nome (Google for Developers). A Google abre o acesso por fases e não indica mercados. Para o dono de um site é o mesmo par que a proposta da equipa de IA do WordPress descreve: um servidor MCP remoto e início de sessão por OAuth. Um site que já tenha ferramentas bem descritas e uma autorização segura fica pronto mais cedo. Desenho esses servidores no âmbito do desenvolvimento de servidores MCP.

Atualização, . O changelog da WordPress.com de 16-29 de outubro (publicado a 31 de outubro) abre a gestão do site por MCP também aos planos gratuitos até ao fim de novembro de 2026. Os planos pagos mantêm o acesso. O mesmo artigo acrescenta a criação de loja pelo WordPress Agent nos planos pagos: instala o WooCommerce, monta a loja e adiciona produtos de exemplo. Para uma loja em alojamento próprio com ERP, checkout próprio ou abilities MCP delimitadas, continuo a construir isso como integrações do WooCommerce com sistemas ERP e integração MCP e IA, não como um prompt a um agente alojado.

Imagem do changelog da WordPress.com de 31 de outubro de 2026: Build sites and stores with AI

Imagem de destaque do changelog da WordPress.com, 31 de outubro de 2026. Fonte: wordpress.com/blog/2026/10/31/changelog-site-store-ai/.

Ajuda WordPress.com Enable MCP tool access for AI agents, revista a 30 de outubro de 2026, inclui sites gratuitos

WordPress.com Support: Enable MCP tool access for AI agents, last reviewed 30 de outubro de 2026. Destaque: o MCP está disponível em todos os sites WordPress.com, incluindo os gratuitos. Fonte: wordpress.com/support/mcp/.

#Em que difere a Abilities API do MCP na WordPress.com?

A Abilities API faz parte do núcleo do WordPress desde a versão 6.9. É um registo de operações que o site disponibiliza a outras partes do sistema, a plugins e a ferramentas externas, incluindo assistentes de IA. Cada operação, que a documentação chama ability, tem um nome único no formato prefixo/nome, uma descrição, um esquema dos dados de entrada e de saída em JSON Schema, uma categoria, uma função de execução e uma função opcional de verificação de permissões.

Exemplo da documentação, reduzido aos campos mais importantes:

add_action( 'wp_abilities_api_init', function () {
    wp_register_ability(
        'my-plugin/site-info',
        array(
            'label'               => __( 'Site Info', 'textdomain' ),
            'description'         => __( 'Returns information about this WordPress site', 'textdomain' ),
            'category'            => 'site-information',
            'input_schema'        => array(),
            'output_schema'       => array( 'type' => 'object' ),
            'execute_callback'    => 'wporg_get_siteinfo',
            'permission_callback' => function () {
                return current_user_can( 'manage_options' );
            },
            'meta'                => array( 'show_in_rest' => true ),
        )
    );
} );

A Abilities API, por si só, não implementa o protocolo MCP. Quem o faz é o pacote oficial MCP Adapter, que transforma as abilities registadas em ferramentas, recursos e comandos MCP. Suporta os transportes HTTP e STDIO, permite correr vários servidores MCP com conjuntos de operações diferentes e verifica as permissões em dois níveis: no transporte e em cada operação.

A diferença importante face à WordPress.com está nas predefinições. No MCP Adapter, as abilities são privadas por omissão. Para que um assistente de IA as possa usar, é preciso definir meta.public (ou meta.mcp.public) como true. As operações disponibilizadas ficam acessíveis através de três ferramentas do servidor predefinido: mcp-adapter/discover-abilities, mcp-adapter/get-ability-info e mcp-adapter/execute-ability. O cliente liga-se através do WP-CLI ou por HTTP no endereço /wp-json/mcp/mcp-adapter-default-server.

Na prática, a escolha é esta. Na WordPress.com recebe um catálogo de operações pronto, confirmações impostas pelo servidor e um registo de atividade, mas não pode acrescentar uma operação sua. Em alojamento próprio, a decisão sobre o que o assistente pode fazer é sua, incluindo operações sobre os dados da loja ou sobre um sistema externo. Também lhe cabe escrever a função de verificação de permissões, as confirmações antes de cada alteração e o registo no histórico. O campo permission_callback com current_user_can() no exemplo acima é o mínimo, e não uma proteção completa: uma operação que altera dados deve também validar e limpar os dados de entrada na função de execução. Escrevemos mais sobre a API em si no guia da Abilities API.

#O que um assistente de IA na WordPress.com não faz?

Os limites decorrem diretamente das operações descritas. Nem o artigo sobre o WordPress Agent, nem o anúncio das funções de escrita, nem a documentação das ferramentas descrevem uma operação que escreva ou edite código PHP, execute consultas diretamente na base de dados ou ligue o site a um sistema externo, por exemplo um programa de contabilidade ou um armazenista.

O Agent e o assistente via MCP podem instalar um plugin escrito por outra pessoa. A documentação descreve até o envio de um plugin a partir de um ficheiro ZIP. Instalar um plugin, porém, não é o mesmo que escrevê-lo, testá-lo e mantê-lo. Se a loja tiver de ir buscar o stock ao sistema da empresa de quinze em quinze minutos, alguém tem de escrever essa integração, tratar os erros de ligação e verificar o que acontece quando o sistema de armazém não responde. É pela mesma razão que os clientes encomendam integrações do WooCommerce com sistemas ERP a programadores, e não a um assistente de IA.

O segundo limite diz respeito à responsabilidade. O Agent atualiza um plugin a pedido no chat, mas depois não percorre o processo de compra na loja nem verifica se o formulário de contacto continua a enviar mensagens. O registo de atividade mostra o que mudou. Não diz se o site, depois da alteração, continua a funcionar como deve.

O terceiro limite é o alcance dos dados. O assistente vê apenas os tipos de conteúdo disponíveis na REST API padrão. Os conteúdos que os plugins guardam em tabelas próprias, as definições de plugins gravadas fora das opções padrão e os dados da loja ficam fora do seu alcance, a menos que o próprio plugin os disponibilize.

#WordPress.com com o Agent ou WordPress em alojamento próprio: como escolher?

A WordPress.com com o Agent faz sentido quando o site usa apenas plugins prontos e o dono quer alterar conteúdos e aspeto sem um programador. A WordPress.com trata do alojamento, da segurança e das atualizações do WordPress, e o Agent e o MCP aceleram o trabalho diário com os conteúdos. Isto aplica-se normalmente a um site empresarial, um blogue, um site de serviços com formulário e uma loja simples.

O alojamento próprio é a melhor escolha em várias situações:

  • o site tem de trocar dados com um sistema de armazém, de contabilidade ou um CRM,
  • é preciso código PHP próprio, blocos próprios ou tipos de conteúdo próprios com campos personalizados,
  • os dados têm de ficar guardados num local específico, por exemplo por causa de um contrato com um cliente ou da política da empresa,
  • o assistente de IA tem de executar operações que não existem no catálogo da WordPress.com, por exemplo sobre as encomendas da loja.

Antes de decidir, vale a pena responder a três perguntas. Alguma das funções atuais ou previstas exige código que não existe em nenhum plugin do catálogo? O site vai funcionar com um tema de blocos, sem o qual o AI Editor não funciona? Quem vai verificar o que o assistente de IA mudou no site, e com que frequência? Se a resposta à primeira pergunta for «sim» e ninguém tiver resposta para a terceira, o Agent acelera o arranque, mas os problemas aparecem na primeira integração.

Um site na WordPress.com não é uma escolha para sempre. Os conteúdos podem ser exportados, e o tema construído pelo Agent é um tema WordPress. Numa mudança, porém, é preciso planear as licenças dos plugins pagos e os redirecionamentos de endereços.

#Quando vale a pena entregar a implementação a um programador?

O Agent encurta o caminho até à primeira versão do site e lida bem com as alterações diárias de conteúdo. Um programador é necessário onde começam o código, as integrações e a responsabilidade pelo funcionamento do site depois de cada alteração. Sobre a forma como as agências combinam o trabalho com IA com a revisão de código por uma pessoa, escrevemos no texto sobre o recrutamento de programadores WordPress que trabalham com IA.

Peça um orçamento quando:

  • precisa de um programador WordPress que passe o site de um tema clássico para um tema de blocos, ou da WordPress.com para alojamento próprio,
  • quer disponibilizar ao assistente de IA operações próprias através da Abilities API e do MCP Adapter, com controlo de permissões e registo de alterações, ou seja, uma integração MCP e IA,
  • o Agent já instalou vários plugins e quer saber quais deles são mesmo necessários.

No pedido, descreva onde o site está alojado hoje, se tem loja, quantas versões linguísticas tem e com que sistemas se tem de ligar. O orçamento é individual, feito depois de definido o âmbito. O formulário está na página de contacto.

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Perguntas frequentes

Respostas práticas para aplicar o tema na execução real.

O WordPress Agent e o MCP na WordPress.com são a mesma coisa?#
Não. O WordPress Agent é o assistente integrado na WordPress.com que cria o site, o edita no AI Editor e gere os plugins. O MCP é um servidor através do qual um assistente de IA externo, por exemplo o Claude, o ChatGPT ou o Cursor, lê e grava conteúdos no site. As ferramentas de escrita MCP estão nos planos pagos o ano inteiro; sites no plano gratuito podem usar MCP até ao fim de novembro de 2026. A criação de loja pelo WordPress Agent exige um plano pago.
Um assistente de IA ligado através do MCP pode publicar alguma coisa sem a minha autorização?#
Segundo a WordPress.com, não. Antes de cada criação, alteração ou eliminação, o assistente descreve o que pretende fazer e aguarda uma confirmação explícita. Os novos artigos e páginas são criados como rascunhos. A alteração de um artigo já publicado fica visível de imediato, e o assistente deve avisar disso.
O que se pode recuperar depois de uma eliminação feita pelo assistente de IA?#
Artigos, páginas e comentários vão para o lixo e podem ser restaurados durante 30 dias. Categorias, etiquetas e ficheiros da biblioteca multimédia são eliminados de forma definitiva. O anúncio de março incluía a multimédia entre o que vai para o lixo, mas a documentação atual das ferramentas diz que a WordPress.com não envia anexos para o lixo.
Posso usar a Abilities API em vez do WordPress.com Agent?#
Sim, se tiver o WordPress 6.9 ou mais recente em alojamento próprio. A Abilities API regista operações com a descrição dos dados e a verificação de permissões, e o pacote MCP Adapter disponibiliza-as aos assistentes de IA. A decisão sobre que operações ficam disponíveis é sua, mas a responsabilidade por elas também.
Quando chega a WordPress.com com o Agent e quando é preciso alojamento próprio?#
O Agent chega para um site empresarial, um blogue ou uma loja simples que usa plugins prontos. O alojamento próprio é necessário quando o site tem de se ligar a um sistema de armazém ou de contabilidade, exige código PHP próprio ou os dados têm de ficar guardados num local específico.

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